Barroco Permeável

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NOTA BIOGRÁFICA:

Promotor de liberdade do pensamento intelectual, Fernando Guilherme Azevedo nasce em 1960, em Lisboa.

Em 1977, com 17 anos de idade inicia a atividade poética e literária, embora se considere maioritariamente mais com alma de poeta do que de prosador.

Publica, tardiamente, em 2000, um livro de poesia. No mesmo ano, marca presença numa antologia e em duas coletâneas (uma delas de contos). As três últimas edições foram da responsabilidade da “Editorial Minerva”.

Só em 2005, publica de novo, desta vez uma obra em prosa.

Esta mais recente obra, amada ou odiada pela sua linguagem vernácula e controversa, mas que é considerada pelo autor a sua obra-prima.

Surge em março de 2018 uma nova obra poética intitulada “Memória de um sopro” que, segundo o autor, é o retrato, em poesia, de uma relação conjugal com as suas vertentes de erotismo, sexualidade, nascença de um filho e separação do casal. Tudo isto refletindo a conjugação carne espírito e temporalidade atemporalidade do amor.


SINOPSE DO AUTOR:

O enredado retorcido da coluna barroca torna-se permeável a uma bátega suavizada, mas agreste, de água. São alguns dos mistérios de “Barroco Permeável”.

O “Tempo”, o “Poema” são enredados retorcidos a cruzar-se com a rudeza da água que se bebe em “Doutores de pastelaria”.

A “Mãe” é a Mãe dos tempos, mas por eles abandonada porque leite materno existe só um – Poesia…


NOTA CONTRACAPA


 

Barroco Permeável 
Autor Fernando Guilherme Azevedo

POESIA
Edição: Novembro de 2018
Páginas: 72
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-908-8
Preço: 12,00€

 

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Passam as Ruas por Mim

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FOTO AUTOR_LOWPaulo Sena, nasceu a 25 de Março de 1967 em Vila Nova de Poiares, Coimbra, Portugal.

Foi operário fabril, locutor de rádio e empresário.

Em 2016 cumprindo o sonho da sua vida, publicou o primeiro livro de poemas: “SENAS DA VIDA” o qual reeditou por 4 vezes.

Em Agosto de 2018 é lançado o segundo: “LÊ-ME” que esgotou rapidamente avançando para nova edição também.

Os seus livros estão espalhados por vários países e continentes na sua maior parte para as comunidades portuguesas.

Com cerca de 1.000 exemplares vendidos em pouco mais de um ano prepara já um novo trabalho dedicado à poesia.

Paulo Sena é ainda fundador e administrador do conhecido grupo: “Academia dos Poetas” no Facebook onde dá voz e apoio a novos poetas.


POEMA IMAGEM


Passam as Ruas por Mim 
Autor Paulo Sena

POESIA
Edição: Novembro de 2018
Páginas: 104
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-907-1
Preço: 12,00€

 

 

Do Tempo que Permanece

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FOTO AUTORAntónio Almeida, natural da ilha de São Vicente, nasceu a 10 de junho de 1953.

Dias após o seu nascimento, recolheu com a mãe à ilha vizinha de Santo Antão (Ponta do Sol), terra dos seus progenitores, onde viveu, cresceu e aprendeu valores como o respeito e amar o próximo.

Na adolescência, sob influência de uma prima do lado materno (Albertina Lima), que trabalhava para um casal português (Alferes João Coelho e esposa Fernanda Coelho); “Toni”, (apelidado assim carinhosamente pela família), juntou-se ao trabalho desta representação militar da brigada cartográfica como porta-mira e com eles partiu para São Nicolau.

Nove meses depois uma nova comissão, desta vez na ilha da Boa Vista, para além do salário, fora sempre tratado como um filho, entre muitas aprendizagens, sobressai a importância da pontualidade, diretriz ao respeito como valor recíproco.

Quando se deu o 25 de Abril de 1974, depois da sua experiência como recruta no Centro de Instrução do Morro Branco, embarcou para Lisboa, ainda como português da colónia.

Entrou nos quadros da empresa Carris de Ferro de Lisboa, inicialmente como cobrador dos autocarros e elétricos, depois como Guarda-Freio, o que permitiu-lhe conduzir todos os tipos de carros elétricos durante 22 anos, desempenhou também o cargo de controlador de tráfico, adquirindo assim uma vasta experiência e conhecimento, particularmente quando retomou os estudos em horário pós laboral, fazendo o curso geral de mecânica, na Escola Industrial Afonso Domingues e posteriormente concluiu o curso complementar na área de Letras no Liceu D. Dinis em Lisboa.

A sua carreira profissional, foi interrompida após ser atropelado em serviço no dia 13/04/2004, devido a este trágico acidente, viu-se obrigado a finalizar uma carreira laboral sólida e duradoura, em julho de 2006.


Homem muito solidário, onde sobressaem contributos aos conterrâneos das Ilhas de Cabo Verde, vivendo intensamente no domínio político e social, como diz por dever moral, tudo isto graças à família que constituiu como primeiros eleitos, depois o espírito de solidariedade ilimitada, com o lema: «Quem dá é que recebeu, quem recebeu é porque mereceu, são os pressupostos do Divino Tempo».

A cidade de Lisboa e a Carris, ficaram com a minha Juventude, mas, em contra partida deram-me tudo, já agora, “a cidade também tem cemitérios…”.

CABO VERDE TORNOU-SE UMA MÁ MÃE

PERANTE UMA RAZOÁVEL MADRASTA”


Do Tempo que Permanece 
Autor António Almeida

Memórias e Testemunhos
Edição: Outubro de 2018
Páginas: 376
Formato: 16 x 23cm
ISBN: 978-972-591-909-5
Preço: 18,00€

 

 

Mulheres Adultas

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Diana de Sousa nasceu em Lisboa em 1962. Tendo ficado órfã de pai aos quatro anos, é à sua mãe e às variadas amigas desta que deve uma infância e juventude felizes, graças também ao 25 de Abril, que muda o país e a história de quantos nele viviam. Tendo emigrado em 1994 para o estrangeiro com as suas filhas e companheiro, guardou sempre de Portugal, e dos anos em que se formou, uma saudade que a levou, numa idade já avançada, a escrever estas memórias como testemunho de gratidão, e lembrança, do tempo que cá passou.

Uma viagem à adolescência nos anos 70 em Portugal, através de um conjunto de mulheres que inspiraram e formaram a autora.

Uma homenagem à Mãe


Comentário/Crítica de uma primeira leitora:

Foi como se passasse duas horas num outro universo. Uma verdadeira volta ao passado. Recordei momentos da minha infância e juventude.

(…) Acordaste saudades que eu nem sabia que tinha. (…) Houve momentos em que me puseste a sorrir com a felicidade de ter conhecido as mesmas mulheres tão excecionais. Outras vezes, as tuas descrições puseram-me nostálgica a cada linha!…

(…) Gostei tanto de te ler. Lembraste-me imenso de uma geração onde sim me reconheço, o que afinal de contas não é habitual, pois longe de Portugal e de Lisboa as pessoas com que tenho cruzado são de mundos bem diferentes.”


 

Mulheres Adultas 
Autora Diana de Sousa

Romance Biográfico
Edição: Outubro de 2018
Páginas: 128
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-906-4
Preço: 12,00€

 

 

O Verdadeiro Amor de M. Dias

 

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NOTA BIOGRÁFICA

Isabel Vila Pery nasceu em Vila Real, em 30 de Outubro de 1950.

O seu pai era funcionário público, pelo que aos três anos foi para S.Tomé e Príncipe e dois anos depois para Moçambique, onde viveu até 1977.

Possui formação universitária em engenharia e economia.

Teve os seus primeiros contos publicados em jornais, e mais recentemente, em 2011, participou em trabalhos colectivos de poesia e contos.

O seu primeiro trabalho de ficção, “Romance Depois dos 50” foi publicado em 2012 e o seguinte, intitulado “A Segunda Primavera” foi publicado em 2015.

Actualmente vive no Algarve.


NOTA de INTRODUÇÃO

O que move M. Dias, o amor ou a sua ambição de riqueza?

Nascido numa aldeia da serra, na primeira metade do século XIX, ainda criança aprende com seu avô a tornar-se um almocreve.

Até onde o levarão o amor e os seus talentos?


 

SINOPSE:

Durante várias gerações, na família de Miguel, o ofício de almocreve passava de pai para filho.

Contudo, o jovem Miguel não se contenta em ser almocreve. Após a morte da primeira mulher, para aliviar o desgosto da sua perda, dedica-se arduamente ao trabalho.

Numa conjuntura favorável, na segunda metade do século XIX, agarra todas as oportunidades de prosperar.

A sua capacidade de trabalho permite-lhe começar a enriquecer, o que lhe proporcionará uma vida de ostentação.

Que lugar tem o amor e a família no coração de Miguel?

Este romance, inspirado numa pessoa real, percorre a sua vida decorrida numa era de invenções e descobertas, as quais lançarão as bases para os avanços tecnológicos e científicos do século seguinte.


 

O Verdadeiro Amor de M. Dias 
Autora Isabel Vila Pery

Romance
Edição: Março de 2018
Páginas: 208
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-895-1
Preço: 14,00€

 

 

Luz na Face

 

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Cláudio Cordeiro FOTOAUTOR: Cláudio Cordeiro

Nascido em Coimbra, natural de Mortágua, Cláudio Cordeiro é autor das seguintes obras:

  • Lágrimas da Alma”
  • Olhos de Terra”
  • Um Tudo Nada Água”

É também co-autor de várias Antologias.


FOTO POEMA


Luz na Face
Autor Cláudio Cordeiro

Poesia
Edição: Setembro de 2018
Páginas: 88
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-902-6
Preço: 10,00€

 

 

Ponto Infinito

 

CAPA PONTO INFINITO_LOW


IMAGEM JOSÉ PASCOAL

BIOGRAFIA DO AUTOR:

José Pascoal, natural de Torres Vedras, onde nasceu em 1953, inicia-se na literatura em 1972, publicando os seus primeiros poemas no suplemento Juvenil, do extinto jornal República, alguns não puderam ser publicados, por terem sido visados pela censura.

Em 1986, o poema que empresta o título ao seu primeiro livro “Sob este Título”, foi publicado no Anuário de Poesia de Autores Não Publicados na editora Assírio & Alvim, tendo sido selecionado por um júri composto por: Fiama Hasse, Pais Brandão, José Agostinho Baptista e Miguel Serras Pereira.

Mas é em Setembro de 2017, que edita a sua primeira obra singular, no género literário que adotou desde sempre, a Poesia, iniciando assim um dos desafios da sua vida, com a obra “Sob Este Título” e apenas 5 meses após essa edição, continua o desenvolvimento desse mesmo desafio, publicando uma nova obra intitulada “Antídotos” mais precisamente em Fevereiro de 2018, a inspiração e veia poética não arrefeceu e 3 meses depois, em Maio de 2018, presenteia novamente os seus leitores e seguidores (que foram crescendo entretanto), com a sua terceira obra “Excertos Incertos”, catapultando o seu nome para os escaparates principais das Livrarias e da Cultura Literária Portuguesa, através da sua Poesia, fechando agora este primeiro desafio literário com a publicação da sua mais recente obra “Ponto Infinito”, em Setembro de 2018, precisamente um ano depois do inicio desta sua viajem poética, culminando assim de uma forma brilhante, o projeto literário acordado com a Editorial Minerva, a sua quadrilogia poética, abrangendo uma seleção cuidada e criteriosa do seu trabalho literário, entre 1972 e 2017 (ano do início do projeto).

Este é um projeto arrojado, incomum, corajoso, único, ambicioso e extraordinariamente bem conseguido pelas partes envolvidas, devendo-se principalmente pelas enormíssimas qualidades humanas do autor, assentes na sua simplicidade de valores, maturidade, inteligência, humildade que é bem demonstrada em cada palavra, estrofe, rima, soneto ou terceto presentes nestas quatro extraordinárias obras poéticas, sob a Chancela de Prestígio e Tradição da Editorial Minerva.


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Ponto Infinito
Autor José Pascoal

Poesia
Edição: Setembro de 2018
Páginas: 136
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-896-8
Preço: 12,00€

 

 

Pó de Arroz

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FOTO AUTORA_lowMARIA DO CARMO CACHULO nasceu em 1956, na localidade de Abrunheira, Montemor-o-Velho. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra e abraçou a Cardiologia como especialização, exercendo atualmente funções no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – Hospital Geral. Durante a sua carreira, dedicou-se também à docência, tanto na Universidade de Coimbra como na Escola Superior de Tecnologia da Saúde da mesma cidade.
A par desta atividade científica e profissional, mantém vivos outros interesses. Assim, em momentos de solidão consentida e magia inexplicável, permite-se ser pintora realista de um mundo em mutação, pincelando cenários e afeições com laivos da sua poesia.
Após Brincos de Cereja (2013), Um Sopro no Coração (2015), e duas participações na Antologia de Poesia Contemporânea (2014 e 2015), Maria do Carmo lança agora Pó de Arroz, numa simbiose de apegos ao passado e à vida, mas ainda assim de aura fresca e atual.


Sinopse

 

Um rio, sinuoso e plácido, fala por si próprio e pelas suas sensações. Há muito que benze os campos de arroz e que ouve incansável as suas gentes, sem rodeios ou cobranças.
Entre bailes de brilhantina e conquista, casamentos que o sustento não sustenta, desentendimentos de finais peculiares, febres flagrantes que dizimam famílias, crianças que inebriam pela sua vivacidade serena, e inundações que tudo quase levam, este rio assistiu, de coração forte e descontrolado, ao fervilhar de amores, paixões e inglórias vivenciadas por gerações sucessivas, sem nunca o poder confessar.
Reveladas agora pela mão de Maria do Carmo Cachulo, sob uma deliciosa coletânea de contos e poemas, estas situações reais da vida humana apresentam-se, sem filtros, na sua complexidade e no seu encanto.

Rita Aguiar Fonseca


Pó de Arroz
Autora Maria do Carmo Cachulo

Poesia
Edição: Junho 2018
Páginas: 104
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-904-0
Preço: 10,00€

 

 

A Ribeira que Corre para a Nascente

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Fotografia autor

Rui Maurício nasceu em 1967 no Lobito (Angola)

De África pouco se recorda. Uma das raras lembranças é a da viagem para Portugal, por mar, no paquete “Príncipe Perfeito” em 1974 e a de um cardume de peixes voadores em pleno oceano Atlântico, num azul infindável, como um sonho.

Talvez esta imagem lhe tenha despertado a imaginação…

Desde criança que se lembra de inventar histórias: primeiro em forma de banda desenhada, depois pela escrita através de pequenas crónicas e contos.

Após a edição do seu primeiro livro “Com o Fim à Vista” em 2017, surge agora o segundo “A Ribeira que Corre para a Nascente”, porque este é o tempo de publicar, o que durante anos esteve na gaveta.

Depois do Ruizinho, do pai e da mãe, do Maurício, dos amigos e da universidade, do Rui Rosa, profissional de seguros, do Ruca, da mulher e dos filhos, surge agora o Rui Maurício, autor.

Porquê sermos só um quando podemos ser dois ou três?


Texto de apresentação

A Ribeira que Corre para a Nascente” é um livro composto por treze histórias ficcionadas e uma biográfica.

As histórias são independentes entre si, mas interagem umas com as outras, cruzam-se e completam-se, tal como sucede nas nossas vidas comuns, por vezes repletas de episódios delirantes.

Em todas sobressai a nossa existência, entre sarcasmos e ironias, revoltas e frustrações, abnegações e apaziguamentos e ainda retornos, de buscas e de regresso às origens e à pureza irremediavelmente perdida.

Da nossa natureza não podemos escapar…

O inusitado é uma constante, a imaginação absurda e surreal, mas não será esta uma projecção da realidade?

Não será uma consequência do concreto?


Prefácio

A Ribeira que Corre para a Nascente está contida num dos contos, mas flui afinal por todas as histórias que compõem o novo livro de Rui Maurício. O mundo definitivamente não está do jeito que ele o moldaria, mas nada o impede de satirizá-lo, de reorganizá-lo, de pensá-lo ao revês. E há nisso coerência, porque estão lá todos os signos de um universo libertário, os bons prazeres da vida: a leitura, o silêncio, a arte, a música, a amizade, e até o êxtase do erotismo combinado com umas ganzas em tertúlia, tal como os muito “soixante-huitards” Moradores do nº 27; a crítica da organização empresarial do trabalho, o direito à preguiça, a poesia lúcida dos loucos; a experiência da natureza matricial e redentora: como a água que corre, a árvore mística que se deixa habitar e o animal que liberta e redime. E por todo o lado, por todos os recantos das suas short stories, ocorre o heroísmo ingénuo dos protagonistas individuais que desafiam os poderes autoritários e conservadores: a polícia, os vizinhos hipócritas, os impostos, as religiões, ou os imperativos legais sobre a morte assistida.

É com esta escala de valores que o autor se arma para parodiar o sítio insalubre e inóspito em que se transformou a vida contemporânea. Por uma vez mais, a Literatura exibe esse dom criador de realidades alternativas, de mundos de sabedoria epicurista, fonte infinita de energia capaz de fustigar o quotidiano indigente e prosaicamente materialista. Mas, o que mais seduz nesta leitura é a ausência de proselitismo. As suas histórias não se querem exemplares, são apenas humanas, demasiado humanas. Os seus heróis não se revelam demiurgos, são iguais a nós, nem conselheiros do príncipe, nem confidentes da providência. Possível vislumbrar, aliás, uma impiedosa crítica às verdades feitas e axiomáticas, aos clichês, como na Conferência das Verdades. E a recusa dos dogmas vanguardistas, imbuídos de sentido teleológico, finalista, da história, que com mestria desenha na Fábula Geo-Política.

Os temas que organizam a narrativa nem sequer se podem considerar, hoje, marginais. Talvez apenas e ainda fracturantes. Retrato de um sociedade que vai sabendo caminhar, periclitante, entre o estoicismo e o hedonismo, de que faz fé o seu actualíssimo Caixão Voador. Caminho que trilha a difícil arquitectura do amanhã que queremos: entre a utopia e a distopia lemos angustiados, mas despertos, o Repositório dos Sentimentos.

Há, cremos, nesta antologia de contos, um ausente-ciente, co-autor distante mas omnipresente, inspirador ideológico de humanismo e de compaixão, de inspiração claramente cristãs, que Rui Maurício nutre pelo outro, pelo seu próximo. Não por acaso, o livro encerra com a única narrativa não ficcional O GNR e os seus Dilemas. Nela, a biografia de seu avô ‘anarquista’, comprova o legado de persistência e de resistência que definem a inteireza de um carácter.

João Brigola

(Nasceu em Lisboa. Pai de três filhas. Tem sido professor no ensino público durante mais de quatro décadas. Desde 1993 que lecciona, na Universidade de Évora, matérias relacionadas com o Património Cultural e com a Museologia. Foi autarca eleito em vários mandatos como Deputado Municipal ou como Vereador e Director-Geral do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) do Ministério da Cultura (2009-2012).)


O curso de água não tinha agora mais do que um metro e meio de largo e podia passar-se de um lado para o outro com água pela altura do joelho. O mistério adensava-se.

Num ressalto de uma rocha, com meio metro de altura, ficou estupefacto ao verificar que a água subia esse obstáculo de pedra, como se uma força misteriosa a empurrasse contra as leis da física.

E a água seguia o seu curso ascendente, rápida e transparente, com a mesma velocidade que teria, se estivesse a descê-lo.


 

 

Excertos Incertos

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IMAGEM JOSÉ PASCOAL

  José Pascoal nascido em 1953, natural de Torres Vedras

Em Setembro de 2017, é publicada, com a chancela de Prestígio e Tradição da Editorial Minerva, a sua primeira obra poética “Sob Este Título”, em Janeiro de 2018 a segunda obra poética “Antídotos” e em Maio de 2018 sai do prelo esta extraordinária terceira obra poética “Excertos Incertos”, publicada pela Editorial Minerva.

Estas obras fazem parte duma quadrilogia poética, abrangendo o trabalho literário do autor entre 1972 e 2018, a qual será completada com a quarta e última obra poética “Ponto Infinito” (no prelo), a publicar em Setembro de 2018, respectivamente, de acordo com o projecto acordado com a Editorial Minerva.


QUASE POEMA

Literatura, não é escrever bem.

Literatura, não é escrever mal.

É, humanamente,

Escrever direito por linhas tortas,

Escrever torto por linhas direitas.


Excertos Incertos
Autor José Pascoal

Poesia
Edição: Maio 2018
Páginas: 136
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-892-0
Preço: 12,00€

 

 

LIVROS

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