Sessão de Lançamento…

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Fotografia autor

Rui Maurício nasceu em 1967 no Lobito (Angola).

De África pouco se recorda, uma das raras lembranças é a da viajem para Portugal, por mar, no paquete “Príncipe Perfeito” em 1971 e a de um cardume de peixes voadores em pleno oceano Atlântico, num azul infindável, como um sonho.

Talvez esta imagem lhe tenha despertado a imaginação…

Desde criança que se lembra de inventar histórias: primeiro em forma de banda desenhada, depois pela escrita através de pequenas crónicas e contos.

A gaveta tem sido o destino de todas elas.

Este é o seu primeiro livro, porque tudo tem o seu tempo e o tempo para publicar só agora chegou.

Depois do “Ruizinho”, do pai e da mãe, do “Maurício” dos amigos e da universidade, do “Rui Rosa” profissional de seguros, do “Ruca” da companheira e dos filhos, surge agora o Rui Maurício autor.

Porquê sermos só um quando podemos ser dois ou três?


 

 

Com o fim à vista…

Sessão de Lançamento dia 31 de Março às 18:30 no Auditório do Centro Cultural de Cascais.


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O Autor Rui Maurício

Nasceu em 1967 no Lobito (Angola), de África pouco se recorda, uma das raras lembranças é a da viajem para Portugal, por mar, no paquete “Príncipe Perfeito” em 1971 e a de um cardume de peixes voadores em pleno oceano Atlântico, num azul infindável, como um sonho.
Talvez esta imagem lhe tenha despertado a imaginação…
Desde criança que se lembra de inventar histórias: primeiro em forma de banda desenhada, depois pela escrita através de pequenas crónicas e contos, a gaveta tem sido o destino de todas elas.
Este é o seu primeiro livro, porque tudo tem o seu tempo e o tempo para publicar só agora chegou.
Depois do “Ruizinho”, do pai e da mãe, do “Maurício” dos amigos e da universidade, do “Rui Rosa” profissional de seguros, do “Ruca” da companheira e dos filhos, surge agora o Rui Maurício autor.
Porquê sermos só um quando podemos ser dois ou três?

 

A Obra “Com o fim à vista…

Estas são três histórias escritas algures entre 1989 e 1991, mas que poderiam ter sido escritas numa qualquer outra época, passada ou futura.
São três histórias independentes com finais previsivelmente semelhantes:
As nossas ignorâncias da “Dúvida”, as nossas misérias do “Vazio” e as nossas decisões da “Sentença”, levam-nos invariavelmente pelo mesmo caminho e sempre ao mesmo fim, pois que as criaturas vivas são só o pó dos mortos!

 


Nota do Autor:

Mas como vais tu provar a existência ou não de Deus e do Diabo?
Tobias respondeu então secamente
  • Matando um anjo que conheci numa igreja! A resposta foi demais para o editor.
Gaguejou quando disse
  • Um… um anjo? Nu… numa igreja?
E Tobias não o deixou continuar. Desligou-lhe o telefone no meio das interrogações e pôs-se porta fora directo à igreja, com a faca da carne no bolso do casaco.”

Rui Maurício


 

Com o fim à vista…
Autor Rui Maurício

Reflexão/Pensamento
Edição: Março 2017
Páginas: 144
Formato: 14,5 x 21cm
ISBN: 978-972-591-886-9
Preço: 12,00€

 

 

 

…MIGUEL TORGA…

MIGUEL TORGA

 

Miguel Torga, (pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha) nasceu em Vila Real, na localidade de São Martinho de Anta, a 12 de Agosto de 1907, oriundo de uma família humilde de Sabrosa, era filho de Francisco Correia da Rocha e Maria da Conceição de Barros, foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Foi laureado com o Prémio Camões de 1989, o mais importante prémio da língua portuguesa.

Em 1917, aos dez anos, foi para uma casa apalaçada do Porto, habitada por familiares. Fardado de branco, servia de porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava o pó, polia os metais da escadaria nobre e atendia campainhas. Foi despedido um ano depois, devido à constante insubmissão. Em 1918, foi mandado para o seminário de Lamego, onde viveu um dos anos cruciais da sua vida. Estudou Português, Geografia e História, aprendeu Latim e ganhou familiaridade com os textos sagrados. Pouco depois, comunicou ao pai que não seria padre.

Emigrou para o Brasil, em 1920, ainda com treze anos, para trabalhar na fazenda do tio, proprietário de uma fazenda de café em Minas Gerais. Ao fim de quatro anos, o tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais no Ginásio Leopoldense, em Leopoldina. Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925, convicto de que ele viria a ser doutor em Coimbra, o tio propôs-se pagar-lhe os estudos como recompensa dos cinco anos de serviço, o que o levou a regressar a Portugal e a concluir os estudos liceais.

Em 1928, entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro de poemas, Ansiedade. Em 1929, com vinte e dois anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema Altitudes. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário avançado de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca era bandeira literária do grupo modernista e bandeira libertária da revolução modernista. Em 1930, rompe definitivamente com a revista Presença, junto com Edmundo Bettencourt e Branquinho da Fonseca, por «razões de discordância estética e razões de liberdade humana», assumindo uma posição independente. Nesse ano, publica o livro Rampa, lançando, no ano seguinte, Tributo e Pão Ázimo, e em 1932, Abismo. Em colaboração com Branquinho da Fonseca, funda a revista Sinal, de efémera duração, e, em 1936, lança, junto com Albano Nogueira, o periódico Manifesto. Nesse ano, publica O Outro Livro de Job.

A obra de Miguel Torga traduz sua rebeldia contra as injustiças e seu inconformismo diante dos abusos de poder. Reflete sua origem aldeã, a experiência médica, em contacto com a gente pobre, e ainda os cinco anos que passou no Brasil (dos 13 aos 18 anos de idade), período que deixou impresso em Traço de União (impressões de viagem, 1955) e em um personagem que lhe servia de alter-ego em A criação do mundo, obra de ficção em vários volumes, publicada entre 1937 e 1939. As críticas que fez aí ao franquismo resultaram em sua prisão (1940). Publica os livros A Terceira Voz em 1934, aonde pela primeira vez empregou o seu pseudónimo, Bichos em 1940, Contos da Montanha em 1941, Rua em 1942, O Sr. Ventura e Lamentação em 1943, Novos Contos da Montanha e Libertação em 1944, Vindima em 1945, Sinfonia em 1947, Nihil Sibi em 1948, Cântico do Homem em 1950, Pedras Lavradas em 1951, Poemas Ibéricos em 1952, e Orfeu Rebelde em 1958.

Crítico da praxe e das restantes tradições académicas, chama depreciativamente «farda» à capa e batina. Ama a cidade de Leiria, onde exerce a sua profissão de médico, a partir de 1939 e até 1942, onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933, concluiu a licenciatura em Medicina pela Universidade de Coimbra. Começou a exercer a profissão nas terras agrestes transmontanas, pano de fundo de grande parte da sua obra. Dividiu seu tempo entre a clínica de otorrinolaringologia e a literatura.

Após a Revolução dos Cravos, que derrubou o Estado Novo, em 1974, Miguel Torga surge na política para apoiar a candidatura de Ramalho Eanes à presidência da República (1979). Era, porém, avesso à agitação e à publicidade e manteve-se distante de movimentos políticos e literários.

Autor prolífico, publicou mais de cinquenta livros, ao longo de seis décadas, e foi várias vezes, indicado para o Prémio Nobel da Literatura.

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Faleceu em Coimbra em a 17 de Janeiro de 1995


 

 

…EUGÉNIO de ANDRADE…

EUGÉNIO de ANDRADE

O Poeta Eugénio de Andrade (pseudónimo de José Fontinhas) nasceu na freguesia de Póvoa de Atalaia (Fundão) no dia 19 de Janeiro de 1923 . Mudou-se para Lisboa aos dez anos devido à separação dos seus pais.

Frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936. Em 1938 enviou alguns desses poemas a António Botto que, gostando do que leu, o quis conhecer. Botto incentivou-o nessa senda, e em 1939, publicou o seu primeiro livro “Narciso”, sob o seu verdadeiro nome, que mais tarde viria a rejeitar.

Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de Inspetor Administrativo do Ministério da Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto em 1950, numa casa que só deixou mais de quatro décadas depois, quando se mudou para o edifício da extinta Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro.

Durante os anos que se seguem até à data da sua morte, o poeta Eugénio de Andrade fez diversas viagens, foi convidado para participar em vários eventos e travou amizades com muitas personalidades da cultura portuguesa e estrangeira, como Joel Serrão, Miguel Torga, Afonso Duarte, Carlos Oliveira, Eduardo Lourenço, Joaquim Namorado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa Luís, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Mário Cesariny, José Luís Cano, Ángel Crespo, Luis Cernuda, Jaime Montestrela, Marguerite Yourcenar, Herberto Helder, Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge, Óscar Lopes, e muitos outros.

Recebeu inúmeras distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001). A 8 de Julho de 1982 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’iago da Espada e a 4 de Fevereiro de 1989 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

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Faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, após doença neurológica prolongada.


Poema à Mãe

 

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal…

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, in “Os Amantes Sem Dinheiro”

Sampaio Bruno — Teoria Nova da Antiguidade

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O surto editorial contemporâneo dedicado ao estudo dos enigmas do passado não evidenciou ainda devidamente determinados autores, dos quais alguns portugueses, que tentaram desvendar os mistérios da evolução.
A Editorial Minerva vem agora de certo modo superar essa deficiência ao incluir na Coleção TEXTOS TRADICIONAIS a “Teoria Nova da Antiguidade”, de Sampaio Bruno (1857-1915), um ilustre esquecido, de quem a Editorial Minerva adquiriu já os direitos de publicação para mais dois títulos: “A Ideia de Deus” (1902) e ” O Encoberto” (1904).
Este texto inédito até aos nossos dias e que, a avaliar pelo que o autor nos diz, julgamos incompleto, é constituído por um grupo de extratos publicados entre Outubro de 2012 e Agosto de 1913, por aqui e por ali em jornais e revistas.
Sampaio Bruno tenta, com êxito (a partir da análise do canto XII da Odisseia, de Homero, e do Prometeu Agrilhoado, de Ésquilo, que constituem os Apêndices deste livro), demostrar que o Sr. Victor Bérard, um perito em Homero e «especialista da ciência rotineira» se equivoca redondamente ao afirmar na sua obra “Les Phéniciens et l`Odyssée” que as viagens de Ulisses se desenrolaram no Mediterrâneo. Estas realizaram-se, sim, mas no Oceano Pacífico e na América do Norte, o que invalida do ponto de vista homérico as descobertas de Schliemann, pois sendo assim a Europa lançada contra a Ásia na guerra de Tróia… é a América do Norte!
«Com efeito, afirma Sampaio Bruno, os Antigos não conheceram esses países, mas conheceram outros Mais Antigos, de cujas notícias os Antigos se serviam sem saberem do que estavam discorrendo e adaptando-as erroneamente aos países que conheciam e onde viviam.»  

Teoria Nova da Antiguidade
Sampaio Bruno

Atualização dos textos por,
Luísa Alonso e Manuel Joaquim Gandra
Tradução: António Barahona

Páginas: 208
Formato: 13 x 18,5 cm
Preço: 5,50 €

 

 

 

 

Sessão de Lançamento

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   DELMAR MAIA GONÇALVES

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DELMAR MAIA GONÇALVES, nasceu em QUELIMANE, na REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE em 5 de JULHO de 1969.

É Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD);
Embaixador da Paz da F.I.I.P.M. (desde 2003);
Presidente da Assembleia Geral da AID GLOBAL – ONGD (desde 2005);
Vice – Presidente do Espaço Rui de Noronha – Associação (desde 2005);
Curador dos (EEMD) – Encontros Anuais de Escritores Moçambicanos na Diáspora (desde 2008);
Foi Membro do Júri no Concurso Internacional de Escritores Infantojuvenis “LA ATREVIDA” em 2012 e 2013.
— Foi Membro do Conselho de Curadores do Festival Jovem da Lusofonia em Aveiro em 2013;
— Foi Membro da comissão de honra das V e VI Bienais das Culturas Lusófonas de Odivelas em 2013 e 2015;
Coordenador Literário da EDITORIAL MINERVA (desde 2014);
Curador do Festival Internacional de Poesia “GRITO DE MULHER” (desde 2014);
Membro do Concílio de Honra da Matriz Portuguesa MPADC – Associação para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento (desde 2015);
Foi Membro do Júri no Prémio Literário “KARINGANA WA KARINGANA” – Universidade do Minho em 2015;
Foi Membro da Comissão de Honra do Prémio FEMINA em 2015;
Membro da Direcção do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e Coordenador para Moçambique;
Membro Honorário da Associação Casa XIMA Moçambique/Portugal (desde 2016).
Vice-Presidente da Casa de São Tomé e Príncipe. 

Prémios Literários:

Jogos Florais da Escola Secundária Fernando Lopes Graça – (1985);
Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro de Poesia – (1987);
GALARDÃO ÁFRICA TODAY – (2006);
GALARDÃO KHANIMAMBO da Casa de Moçambique – (2008);
Finalista do 1º Concurso Nacional de Poesia e Conto Contra o Racismo do ACIDI – (2013);
Finalista do 12º Certame Internacional de Poesia e Conto Breve “MIS ESCRITOS” na Argentina (2013);

 


Publicou as obras Poéticas:

— “MOÇAMBIQUE NOVO, O ENIGMA” Editorial Minerva – (2005);
— “MOÇAMBIQUIZANDO” Editorial Minerva – (2006);
— “AFROZAMBEZIANDO NINFAS E DEUSAS” Edições MIC – (2006);
— “MESTIÇO DE CORPO INTEIRO” Editorial Minerva – (2006);
— “ENTRE DOIS RIOS COM MARGENS” CEMD Edições – (2013);
— “MARES DE OLHARES EM MESTIÇAGENS DE POESIA” CEMD Edições – (2014);
— “PA(Z)LESTINA” CEMD Edições – (2015);
— “FUZILARAM A UTOPIA” Editorial Minerva – Lançamento 16 DEZ 2016.

 

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A poética de Delmar Maia Gonçalves:

“Que as diferenças e nuances que distinguem os pequenos átomos designados Homens, não sejam nunca sinais de ódio, de intolerância e de perseguição; e que todos aqueles que acendem lamparinas plenas do dia, para celebrar, suportem os que se contentam simplesmente com a luz do Sol.” 

D. M. G.

in Fuzilaram a Utopia

Critica Literária a Delmar Maia Gonçalves:

Impressiona a violência das palavras…a mesma violência está associada à fauna selvagem e voraz que povoa muitos dos poemas, como se as palavras já não conseguissem dizer ou o poeta as quisesse poupar a tanta dor de um estádio infra – humano: Abutres, Hienas, Corvos de mau agoiro, Lobos, Cães raivosos, Raposas matreiras. Creio que a chave da leitura estará sobretudo na geografia para onde o Poeta – Imbondeiro nos remete constantemente numa verdadeira obsessão, o seu país com que a tal ponto se identifica que «De mim me ausento/ para me ausentar do meu país» : é Moçambique que respira por todos os poros desta poesia. É aí que a palavra faz sentido pois no exílio apenas o silêncio se eleva.
Esta não é pois uma poesia neutra ou fora do mundo, bem ao invés, ergue-se como um espinho espetado no Poeta, em toda ela perpassando denúncias sem fim.

Professor Doutor Amadeu Ferreira

(Ex. Presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes; Ex. Presidente da Associação da Língua e Cultura Mirandesa; Ex. Vice- Presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários – CMVM; Comendador da Ordem de Mérito da República Portuguesa e Escritor)

℘ ℘ 

O que tenho por certo é que, não vamos longe, em Castela e em Quelimane, o Autor é do mar que nos transcende, filho de europeu e de africana, uma condição que o empurra na direcção do outro, e nasceu no dia D de Cabo Verde, 5 de Julho,1975 para este e 1969 para aquele, seis anos de diferença. Como se estas , coincidências não bastassem, o autor e eu temos em comum o interesse pelo saber, a identidade pessoal e colectiva, as pessoas e o accionalismo, cujo princípio explicativo, segundo Alain Touraine, é a historicidade, isto é, a capacidade da sociedade agir sobre si própria pelo trabalho e pelas relações de classe.

É o que me parece resultar do seu activismo estudantil, católico, docente, artístico e literário.”

Professor Doutor André Corsino Tolentino

(Embaixador; Ex. Ministro da Educação de Cabo Verde; Ex. Secretário de estado dos Negócios Estrangeiros; Prémio Liderança 2015 da Universidade do Minnesota)

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Ao lermos os seus poemas, sobretudo os mais recentes, percebe-se de uma forma clara e num repente que nos empolga, que Delmar Maia Gonçalves, ao mesmo tempo que se irá tornando num andarilho de países e povos, se irá cada vez mais num mensageiro dos sonhos e das preocupações do homem no seu todo, independentemente da sua cor, da sua língua, do seu sítio. E isto sem nunca deixar de ser o que, acima de tudo, é a voz mais genuinamente africana dos poetas Moçambicanos no exílio – como, no seu caso, as contingências da vida dele fez.”

Guilherme de Melo

(Escritor, Poeta e Jornalista Luso – Moçambicano)

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Depois há esta doçura de falar poetizando, no poetiz Delmar o mesmo que quando me fala parece dizer: olha que tenho medo de dar um grito abafado; e ao mesmo tempo, há uma tão estonteante e sábia crítica, uma agressividade que nunca comete agressão, uma exaltação que nunca é raiva, uma apreciação que é mais discernimento, uma pátria a bulir por dentro que não contém uma só fronteira…”

Alexandre Honrado

(Escritor, Poeta e Historiador)

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“…mais notórias as matrizes sociais, uma estilística pragmática que terá a ver com os anseios dos últimos anos 40 portugueses, melhor dizendo, do neo –realismo, o tom directo dos poetas conimbricenses do «Novo Cancioneiro»…mas vazado para as pragas muito telúricas e carenciadas de África, onde as injustiças campeiam.

o autor tem atingido outros pressupostos, como sejam as lutas de solidariedade internacionais, a visão ecuménica do mundo, a dádiva pelo outro e a relação amorosa entre branco e negra, ou vice–versa, ou acerca do posicionamento sociológico ou arquitetural do mulato.”

Fernando Grade

(Escritor, Poeta e Artista Plástico; Prémio “A memória vivida do 25 de Abril de Crónica,1994; Prémio “Hernâni Cidade” de Crónica,1997)

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Uma das formas de caracterizar o Delmar seria a de apelidá – lo de Adido Cultural itinerante do seu país Natal, Moçambique. Porque ele, para além do que escreve, é um divulgador extremamente operativo da poesia Moçambicana (e não só) em Livrarias e noutros espaços culturais de Lisboa, como declamador.

Moçambicano na diáspora o Delmar transporta amorosamente na sua memória as imagens de um tempo africano.”

Jorge Viegas

(Escritor e Poeta Moçambicano)

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A sua poesia, escrita com beleza e mestria, torna-se um instrumento exigente e implacável que permite sensibilizar as consciências na luta por um mundo mais justo e fraterno.

A questão primordial centra-se neste ponto: sem a liberdade e dignidade, a realização humana é impossível.”

Dr. João Aparício

(Ex. Adido para a Educação na Embaixada de Timor-Leste em Portugal; Assessor de Relações Públicas e Comunicação do Presidente de Timor-Leste e Escritor Timorense)

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“…não podemos esquecer as articulações fortes que a obra e o seu autor podem estabelecer ,articulações essas que os estudos literários têm vindo a revalorizar, sendo um aspecto com particular pertinência no caso que aqui reúne este relevo semântico e essa dimensão sócio-cultural tem um interesse especial, pois remete-nos para um sintagma que individualiza um sujeito que desde o início se auto-define…”

Glória Bastos

(Escritora/Professora e Investigadora da Universidade Aberta de Lisboa)

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É tão bom escutar a voz dos jovens, sobretudo quando essa voz é força de amor, justiça sonhada, verdadeira poesia.”

Matilde Rosa Araújo

(Escritora)

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Sobre os poemas, literariamente falando, tem a marca natural da narrativa africana, contam com simplicidade, estados de alma e situações vividas.”

Lídia Jorge

(Escritora)

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FUZILARAM A UTOPIA

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sem-nome

  DELMAR MAIA GONÇALVES


Publicou as obras Poéticas:

— “MOÇAMBIQUE NOVO, O ENIGMA” Editorial Minerva – (2005);
— “MOÇAMBIQUIZANDO” Editorial Minerva – (2006);
— “AFROZAMBEZIANDO NINFAS E DEUSAS” Edições MIC – (2006);
— “MESTIÇO DE CORPO INTEIRO” Editorial Minerva – (2006);
— “ENTRE DOIS RIOS COM MARGENS” CEMD Edições – (2013);
— “MARES DE OLHARES EM MESTIÇAGENS DE POESIA” CEMD Edições – (2014);
— “PA(Z)LESTINA” CEMD Edições – (2015);
— “FUZILARAM A UTOPIA” Editorial Minerva – (2016).

 

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 Prémios Literários:

Jogos Florais da Escola Secundária Fernando Lopes Graça – (1985);
Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro de Poesia – (1987);
GALARDÃO ÁFRICA TODAY – (2006);
GALARDÃO KHANIMAMBO da Casa de Moçambique – (2008);
Finalista do 1º Concurso Nacional de Poesia e Conto Contra o Racismo do ACIDI – (2013);
Finalista do 12º Certame Internacional de Poesia e Conto Breve “MIS ESCRITOS” na Argentina (2013);

 A poética de Delmar Maia Gonçalves:

 

“Que as diferenças e nuances que distinguem os pequenos átomos designados Homens, não sejam nunca sinais de ódio, de intolerância e de perseguição; e que todos aqueles que acendem lamparinas plenas do dia, para celebrar, suportem os que se contentam simplesmente com a luz do Sol.” 

D. M. G.

in Fuzilaram a Utopia

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“Este poeta exilado
Não para de sucumbir .
As agruras do tempo dilaceram-no.
Voltai-lhe o rosto
Para o berço natal
Para que ele exale
O seu último suspiro.”

 

D. M. G.

in Fuzilaram a Utopia

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MUSSA BIN BIQUE

“Entre
O orvalho paradisíaco,
Lúcido e transparente
da ilha
mora
Um xirico.

 

No canto
melodioso
do pássaro
dorme o paraíso”

D. M. G.

in Fuzilaram a Utopia

 

FUZILARAM A UTOPIA
Delmar Maia Gonçalves

POESIA
Páginas: 64
Formato: 14,5 x 21 cm
Lingua: Português
ISBN: 978-972-591-883-8
Preço: 12,00 €

 

 

LIVROS

Com o fim à vista...

A Dúvida, o Vazio e a Sentença

Amável Pergunta

Crónicas de um Assimilado

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